terça-feira, 30 de setembro de 2014

Porque Seguro perdeu...

29/09/2014

António José Seguro perdeu as primárias do PS por vários erros que, de forma absurda, os líderes políticos mais inaptos cometem:

  1. Confundiu aparelho com eleitores e convocou primárias abertas a simpatizantes... Ora fácil é perceber, para quem tiver o mínimo de clarividência, que apenas (ou maioritariamente) se inscreveram aqueles que pretendiam mudar algo. E a única coisa que se podia mudar era... Seguro! Para ficar tudo na mesma não seria preciso o incómodo...
  2. Seguro nunca entendeu os seus militantes e, muito menos, os simpatizantes. Quando toda a gente clamava por uma política de esquerda ou, no mínimo, destilava ódio pelo actual governo, Seguro poupava-o a uma oposição dura e assertiva. Nada fez com as leis do trabalho ou com o clamor que veio do interior da sua bancada parlamentar na questão do Orçamento para 2012 e mesmo nas jogadas de bastidores com a UGT. Levou os eleitores do PS a fugir de si e a refugiar-se nos Marinhos e Pinto e outros...
  3. Não entende o posicionamento dos eleitores do PS. Estes estão invariavelmente à esquerda dos seus líderes (curiosamente, no PSD, e, até Passos Coelho, acontecia o inverso...). Todos os líderes do Partido Socialista têm sido eleitos com propostas de esquerda e é quando no poder derivam para a direita que perdem a sua sustentação. Mas, invariavelmente, todos (com a excepção que, na minha opinião, se conhece) cometem o mesmo erro... Aqui, Seguro, foi uma calamidade!
  4. Fugiu da questão politica (sentiu-se traído como se ao nível das ideias tal fosse possível) e partiu para a vitimização. Com a opção demonstrou fraqueza. Não mostrou carácter…
E perdeu...

Traição? Tenha-se juízo...

25/09/2014

Clama-se traição dentro do PS. É lamentável que um politico assim argumente e mais lamentável é quando me parece que essa ideia é transversal a muitos dos actores políticos.

Do ponto de vista dos actores políticos a TRAIÇÂO É A ESSENCIA DA DEMOCRACIA. É com ela que existe a emissão de opinião oposta e a alternância democrática. Na politica - para os que escolhem servir o país nesta nobre actividade, a traição significa disponibilização para aplicar as ideias, propostas e acções que se entende melhores para o país (mesmo que se entenda como oportunismo ou ambição - não é isto que se pretende dos mesmos?).

Traição (ao país e aos eleitores) é não o fazer e não dar a oportunidade aos seus eleitores de escolherem o que melhor entenderem!

Traição é apresentar aos eleitores um programa e invertê-lo imediatamente à assunção do poder.

Traição é apresentar um programa de esquerda e seguir uma politica chegada à direita como são useiros e vezeiros os sucessivos lideres do PS afastando-se múltiplas vezes dos seus militantes e simpatizantes.

A Traição apenas pode ser considerada para os eleitores (e militantes e... simpatizantes) seja ela pela forma do não cumprimento do que prometeu ou da sua não disponibilização para ser alternativa.

PS: Traição foi o PSD ter proposto e não cumprir e não ter aparecido no seu interior um "traidor" que permitisse os eleitores escolher se, quando votaram, era aquela a politica que pretendiam executada pelo seu partido!

Pirataria a preço de saldo...

OBRIGADO MEU QUERIDO GOVERNO*
*Enfim algo em que vou ficar a ganhar...

21/09/2014

O governo com o novo imposto aos meios audiovisuais veio legitimar (porque é essa a argumentação...) a cópia pirata. Ou seja como eu pago imposto devido às cópias piratas fica legitimada a sua utilização intensiva... Será que os tribunais (partindo do preâmbulo da lei justificativo da existência da mesma) me vão punir pela utilização de algo pelo qual eu pago? Tenho a sensação de que não...

Tenho de me actualizar...

Mais uma fraude deste nosso governo...

06/08/2014

Sabiam que se tiverem baixo rendimento, estiverem desempregados ou mesmo não tiverem emprego - por opção (??), e como tal a vossa declaração de IRS for 0 (zero) não vos é devolvido o IVA? Ou seja, as e-facturas e respectivo beneficio não contam para quem tem baixos rendimentos.

Apesar de não haver qualquer referência a estes contribuintes no Art.º 66-B do EBF, que regulamenta as tais devoluções do IVA, a administração fiscal decide, mais uma vez, penalizar os mais desfavorecidos e não faz as devoluções a estes contribuintes...

Não faço ideia da argumentação intelectual que aqueles senhores fazem mas não é absurdo? Não é absurdo que um contribuinte, que mais não faz que ajudar o estado a recuperar impostos da mesma forma que os com rendimentos suficientes para receberem devoluções, não seja também premiado???

Que gente... e não se pode exterminá-los???

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IRS e natalidade - idiotíces...

26/07/2014

O anunciado estimulo da parentalidade através da redução do IRS é, das duas, uma, ou uma autêntica idiotice ou, mais uma vez, uma medida de faz de conta. Aposto, pelo hábito, nesta última.

É um dado evidente que as classes menos favorecidas (também as mais, mas isso veremos mais à frente) são aquelas que, de uma forma geral, têm mais filhos e estes por norma não pagam IRS sendo, portanto, excluídos da medida. Esta exclusão é, a todos os títulos, lamentável. Não estimula a parentalidade e mais, não ajuda aquelas famílias na qualificação do seu processo educativo. Ficarão reduzidas à sua pobreza cada vez mais miserável.

Os mais poderosos, com creches privadas e amas qualificadas, poderão agora (em valor, através das devoluções do IRS) retomar o abono de família que perderam há alguns anos pelo alto rendimento que detinham...

A classe média, essa, continuará a penar na procura de creches e de amas-vizinhas que consigam (no caso de terem ambos emprego...) ter as crianças das 7 da manhã às 8 da noite...

A solução, para ser efectivamente justa e equitativa terá sempre de passar pelo reforço dos já existentes, mas reformulados, abono de família e, principalmente, subsídio à natalidade tendo em conta, evidentemente, os rendimentos familiares, bem como alargar a rede de creches públicas e redefinir horários (condições) de trabalho dos progenitores.

Os desempregados (imensas/os) que não pagam IRS e também não recebem..., estão também excluídos e mantém a sua inactividade profissional e social. Porque não prolongar o subsídio de desemprego e reforçar o seu contributo para o desenvolvimento sociofamiliar do país? pelo menos?

Supostamente baseado no sistema francês a ideia governamental é absolutamente IDIOTA. Em França os vencimentos mais baixos são bastante mais altos que os nossos e raramente escapam à tributação em IRS e é IDIOTA, seja em que sentido for: do governo, se efectivamente houver bondade na proposta, ou nossa, se acreditarmos...

Militantes e traições...

10/06/2014

Tenho assistido à disputa interna do PS por fora - faço parte de um grupo que o "sistema democrático em que vivemos" considera eunuco da democracia - os militares, como eu, não podem ter intervenção dentro dos partidos, ou noutro local... (mas lá vou resistindo...)

Acusações de traição e oportunismo são as menores que tenho encontrado, mesmo vindas de líderes partidários, e isso deixa-me estarrecido. Que esperam os militantes (de qualquer partido) dos seus líderes? Quem é militante partidário? Alguém com ideias ou membro de uma claque? Alguém reflectivo ou emotivo? Alguém que propõe e disputa ou alguém que reage?

Eu por mim, que não tenho líderes partidários, espero que estes tenham uma coisa tão simples como isto: ideias. Ideias e ambição para mudar e conduzir o país no caminho do sucesso do seu povo e que as coloquem ao escrutínio de quem de direito. É por isso que os consideramos líderes, pela legítima ambição e desejado empenho.

O sufrágio das ideias (e dos líderes) é o fundamento da democracia ou correremos o risco de entender também as moções de censura como actos de traição e oportunismo e os actos em defesa do governo PSD/PP, maioritariamente eleito, pelo PR, como defensores da democracia... e da constituição!

Quer AJS quer AC são ambiciosos e empenhados. São líderes. É isso que se espera deles. Não se espera ou deseja que fujam à democracia. Mesmo ganhando, quem o fizer, perderá!

Será que A. Costa esta disponível para a mudança de paradigma político como não esteve A. J. Seguro?

04/06/2014

MSG que enviei a António José Seguro, através do FB, em 4 de Outubro de 2012 e da qual recebi gentilmente resposta que me eximo de publicar:

"(...) O PS brinca, como sempre brinca o partido na oposição, ao poder. Faz afirmações grandiloquentes de oposição intransigente sem cuidar se são aplicáveis quando governo. Silencia o que fará - não vão os portugueses votar nos mesmos. Espera (deseja ardentemente) o desaire do governo para o poder substituir.
Nesta altura ninguém vos poderá perdoar. Nesta altura o povo não está apenas contra o poder, está contra todos os agentes políticos, inclusivamente contra os "defensores" dos oprimidos - foi interessante ver Catarina Martins, do BE, ser duramente vaiada por manifestantes na vigília ao Conselho de Estado enquanto dava, presencialmente, uma entrevista a um canal de televisão. Terá ficado surpreendida? ingenuamente por certo que sim. Terá ficado traumatizada? de certeza que não...
No arco do poder PSD (internamente) e PS (internamente ou pela liderança) terão de liderar este país para uma solução alternativa. Espera-se deles um líder, alguém que empunhe efectivamente uma liderança que modifique o status quo de inação político/partidária a que assistimos. O país precisa de intervenção clara e ética na justiça, na economia e privatizações, na segurança social, na regulação dos vários sistemas: bancário, energético, comunicações. Precisa de quem possa exigir à Troika e, fundamentalmente, à Europa, crescimento em vez de depressão. Precisa de quem apenas faça o que se prometeu e que se incapaz se demita.
Do PS (e dos outros...) espera-se que o seu comportamento se altere. Espera-se uma intervenção ética e não de gestão política. Aguarda-se que se transforme desde já em alternativa ou arrisca-se a que quando for governo sofra o que o PSD (O PAÍS!) está a sofrer agora: gerir uma crise não resolvida e marcar a sua passagem pelo poder como um caminho de derrota à partida.
Fique-se com a clara noção de que quem não estiver JÁ preparado para tal não contará com os portugueses - ou, contando, será à partida com enorme desconfiança! A mudança terá de ser HOJE!
O país necessita de alguém politicamente estruturado para não aceitar um qualquer D. Sebastião. O país necessita de alguém que efectivamente se sinta como alternativa. (...)"

Acrescento agora: A alternativa que se pede não é exclusivamente de politicas mas da Política. D. Sebastiões estão já a aparecer, na Europa e por cá, e farão o seu caminho se para tal lhes for deixado espaço. O resto acontecerá naturalmente do desencanto dos portugueses!

Político precisa-se, JÁ!

04/10/2012

O momento que o país atravessa é de uma gravidade inaudita.

A abordagem a nível financeiro é desnecessária. Todos a conhecemos e, mesmo que para nós próprios o ocultemos, sabemos a sua origem. Esta está na qualidade dos agentes políticos que escolhemos e que, apesar de todos os sinais, mantivemos no poder, representando-nos. Aconteceu com Sócrates continua com Passos Coelho! Safaram-se Santana Lopes, expulso por Sampaio, Barroso, em salto para a frente e Guterres atolado no pântano.

Estamos num momento em que quase não existe ponto de retorno. Não me refiro ao aspecto económico/financeiro (também...) mas ao aspecto politico.

O país arrisca-se a perder não apenas as jóias mas também os dedos e mesmo as mãos. Sem cair no populismo fácil - muito fácil, perigosamente fácil, algo (alguém) terá de emergir e é fundamental que o seja de dentro do actual espectro político/partidário. A reconstrução de um país - é, quer se queira quer não, a fase que atravessamos, não se faz em anarquia e ninguém se pode esconder. Ninguém pode, estrategicamente, esperar que o país caia para apanhar os cacos.

Nesta altura assistimos, dramaticamente, a políticos que brincam ao esconde-esconde para saírem impolutos (ou o mais que se lá aproxime) de forma a obterem dividendos futuros:

O Presidente balança-se num equilíbrio instável entre o animal que criou e o chegar ao fim do mandato sem a marca de pior presidente de sempre, pós 25 de Abril. Não vai conseguir!

O Governo, enredado nas contradições da coligação, das ideologias académicas de alguns ministros e no ultra liberalismo selvagem de alguns assessores, desdobra-se em tentar aplicar uma receita ao povo que este não aceita. E amua. E vinga-se - não queres de uma maneira queres de outra! Recordam-me a minha avó que bem tentava que eu comesse peixe, nem que para isso tivesse de o esconder desfeito com batatas, cenouras e outros.

No PSD - partido, não existe oposição interna. Onde estão os sociais-democratas? Não existem pois não? Estão todos muito bem aconchegados no sector privado, não é?;

O CDS faz de conta que está contra e mais não faz do que assobiar para o ar;

PCP, BE e outros à esquerda do PS fazem o que sempre fizeram e irão fazer - sobreviver à conta do descontentamento popular, sem soluções efectivas e indisponibilizando-se pela prática (afirmando-se disponíveis...) para soluções alternativas.

O PS brinca, como sempre brinca o partido na oposição ao poder. Faz afirmações grandiloquentes de oposição intransigente sem cuidar se são aplicáveis quando governo. Silencia o que fará - não vão os portugueses votar nos mesmos. Espera (deseja ardentemente) o desaire do governo para o poder substituir.

Nesta altura ninguém vos poderá perdoar. Nesta altura o povo não está apenas contra o poder, está contra todos os agentes políticos, inclusivamente contra os "defensores" dos oprimidos - foi interessante ver Catarina Martins, do BE, ser duramente vaiada por manifestantes na vigília ao Conselho de Estado enquanto dava, presencialmente, uma entrevista a um canal de televisão. Terá ficado surpreendida? ingenuamente por certo que sim. Terá ficado traumatizada? de certeza que não...

No arco do poder PSD (internamente) e PS (internamente ou pela liderança) terão de liderar este país para uma solução alternativa. Espera-se deles um líder, alguém que empunhe efectivamente uma liderança que modifique o status quo de inacção político/partidária a que assistimos. O país precisa de intervenção clara e ética na justiça, na economia e privatizações, na segurança social, na regulação dos vários sistemas: bancário, energético, comunicações. Precisa de quem possa exigir à Troika e, fundamentalmente, à Europa, crescimento em vez de depressão. Precisa de quem apenas faça o que se prometeu e que se incapaz se demita.

Quem não estiver JÁ preparado para tal não conte comigo! A mudança terá de ser HOJE!

O país necessita de alguém politicamente estruturado para não aceitar um qualquer D. Sebastião. O país necessita de alguém que efectivamente se sinta como alternativa. AGORA! JÁ!

Ou que se cale para sempre!