terça-feira, 30 de setembro de 2014

Será que A. Costa esta disponível para a mudança de paradigma político como não esteve A. J. Seguro?

04/06/2014

MSG que enviei a António José Seguro, através do FB, em 4 de Outubro de 2012 e da qual recebi gentilmente resposta que me eximo de publicar:

"(...) O PS brinca, como sempre brinca o partido na oposição, ao poder. Faz afirmações grandiloquentes de oposição intransigente sem cuidar se são aplicáveis quando governo. Silencia o que fará - não vão os portugueses votar nos mesmos. Espera (deseja ardentemente) o desaire do governo para o poder substituir.
Nesta altura ninguém vos poderá perdoar. Nesta altura o povo não está apenas contra o poder, está contra todos os agentes políticos, inclusivamente contra os "defensores" dos oprimidos - foi interessante ver Catarina Martins, do BE, ser duramente vaiada por manifestantes na vigília ao Conselho de Estado enquanto dava, presencialmente, uma entrevista a um canal de televisão. Terá ficado surpreendida? ingenuamente por certo que sim. Terá ficado traumatizada? de certeza que não...
No arco do poder PSD (internamente) e PS (internamente ou pela liderança) terão de liderar este país para uma solução alternativa. Espera-se deles um líder, alguém que empunhe efectivamente uma liderança que modifique o status quo de inação político/partidária a que assistimos. O país precisa de intervenção clara e ética na justiça, na economia e privatizações, na segurança social, na regulação dos vários sistemas: bancário, energético, comunicações. Precisa de quem possa exigir à Troika e, fundamentalmente, à Europa, crescimento em vez de depressão. Precisa de quem apenas faça o que se prometeu e que se incapaz se demita.
Do PS (e dos outros...) espera-se que o seu comportamento se altere. Espera-se uma intervenção ética e não de gestão política. Aguarda-se que se transforme desde já em alternativa ou arrisca-se a que quando for governo sofra o que o PSD (O PAÍS!) está a sofrer agora: gerir uma crise não resolvida e marcar a sua passagem pelo poder como um caminho de derrota à partida.
Fique-se com a clara noção de que quem não estiver JÁ preparado para tal não contará com os portugueses - ou, contando, será à partida com enorme desconfiança! A mudança terá de ser HOJE!
O país necessita de alguém politicamente estruturado para não aceitar um qualquer D. Sebastião. O país necessita de alguém que efectivamente se sinta como alternativa. (...)"

Acrescento agora: A alternativa que se pede não é exclusivamente de politicas mas da Política. D. Sebastiões estão já a aparecer, na Europa e por cá, e farão o seu caminho se para tal lhes for deixado espaço. O resto acontecerá naturalmente do desencanto dos portugueses!

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