terça-feira, 30 de setembro de 2014

Traição? Tenha-se juízo...

25/09/2014

Clama-se traição dentro do PS. É lamentável que um politico assim argumente e mais lamentável é quando me parece que essa ideia é transversal a muitos dos actores políticos.

Do ponto de vista dos actores políticos a TRAIÇÂO É A ESSENCIA DA DEMOCRACIA. É com ela que existe a emissão de opinião oposta e a alternância democrática. Na politica - para os que escolhem servir o país nesta nobre actividade, a traição significa disponibilização para aplicar as ideias, propostas e acções que se entende melhores para o país (mesmo que se entenda como oportunismo ou ambição - não é isto que se pretende dos mesmos?).

Traição (ao país e aos eleitores) é não o fazer e não dar a oportunidade aos seus eleitores de escolherem o que melhor entenderem!

Traição é apresentar aos eleitores um programa e invertê-lo imediatamente à assunção do poder.

Traição é apresentar um programa de esquerda e seguir uma politica chegada à direita como são useiros e vezeiros os sucessivos lideres do PS afastando-se múltiplas vezes dos seus militantes e simpatizantes.

A Traição apenas pode ser considerada para os eleitores (e militantes e... simpatizantes) seja ela pela forma do não cumprimento do que prometeu ou da sua não disponibilização para ser alternativa.

PS: Traição foi o PSD ter proposto e não cumprir e não ter aparecido no seu interior um "traidor" que permitisse os eleitores escolher se, quando votaram, era aquela a politica que pretendiam executada pelo seu partido!

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